Brasil será um país sem pobreza extrema até 2014, garante Dilma

Brasil será um país sem pobreza extrema até 2014, garante Dilma

A presidenta Dilma Rousseff pactuou, nesta sexta-feira (14), o Plano Brasil sem Miséria com governadores do Sul do país. O projeto tem como objetivo retirar da miséria as 716 mil pessoas que vivem nessas condições nos três estados da região: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O programa faz parte da meta do governo de garantir, até 2014, cidadania plena aos 16 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.Presidenta Dilma participa da pactuação do Brasil sem Miséria com governadores da região Sul/ Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma participa da pactuação do Brasil sem Miséria com governadores da região Sul/ Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“A importância desse pacto é que ele significa o compromisso de cada um de nós de tomar todas as iniciativas para que o Brasil seja um país sem pobreza extrema. Isso em um horizonte muito ousado, que é até 2014”, esclareceu a presidenta. Segundo ela, o programa faz parte “de um processo fundamental, que é valorizar nossa principal riqueza, a nossa população. Tirar 16 milhões da pobreza é um imperativo moral e é um imperativo econômico”, sublinhou.

Ela reforçou ainda o caráter não assistencialista dos projetos sociais do governo: “não queremos a tutela dos mais pobres. O Estado brasileiro não pode querer a tutela, tem que querer a cidadania. A tutela seria se fôssemos vincular os benefícios sociais a indivíduos (…) isso seria regredir diante da história. Mas o que estamos fazendo através do Bolsa Família, que é absolutamente impessoal, é reconhecer direitos inalienáveis da população brasileira”.

A mandatária relacionou as políticas implementadas durante o governo Lula, que elevaram 40 milhões de pessoas à classe média, como condições fundamentais para a superação da primeira etapa da crise econômica em 2008: “Não somos uma ilha e de certa forma somos atingidos pela crise devido à diminuição do consumo em todas as regiões do planeta, mas, como nossa principal força, principal raiz, está no mercado interno, nossa capacidade de resistência é muito elevada”, por isso, o “Brasil foi o último país a entrar e o primeiro a sair. Nessa segunda etapa, nós temos uma capacidade um pouco maior de bloqueio. Iremos resistir equilibrando nosso desenvolvimento.”

Dilma lembrou ainda, sob aplausos dos presentes, que o Brasil deu um grande passo quando voltou a crescer, após a crise da dívida soberana da década de 1980, e conseguiu, durante o governo Lula, pagar o FMI e, de devedor, passou a ser credor do fundo: “isso mostra uma grande virada rumo à soberania do nosso país. Mas, jamais aceitaremos, como participantes do FMI, que certos critérios que nos impuseram sejam também impostos a outros países. (…) Temos que ter a humildade da cooperação com outros países do mundo”.

Valendo-se de frases utilizadas nas manifestações ao redor do mundo contra o sistema financeiro, a mandatária ressaltou: “’nós não vamos pagar pela crise’. Não vamos deixar que o Brasil pague por uma crise que não é dele” e concluiu: “tem uma frase que acho muito mobilizadora, que é ‘eu me importo com você’. (…) Essa frase sintetiza o pacto que estamos fazendo aqui: nós nos importamos com os 16 milhões de brasileiros que vivem na miséria e vamos juntos, superá-la”.

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