Congresso Ibero-americano de Cultura contribui para integração latino-americana, dizem gestores

Congresso Ibero-americano de Cultura contribui para integração latino-americana, dizem gestores

“É importante ter consciência de como o Congresso Ibero-americano e os processos de cultura viva comunitária, gestados na América Latina, estão despertando o interesse de outros países, de instâncias supranacionais e de outros níveis de governo. Há que saber difundi-los, reivindicá-los, porque falam da potência da cultura viva comunitária e de seu projeto transformador de mudanças”, afirma a ex-vereadora da capital do Peru, Lula Martinez, da rede latino-americana Plataforma Puente, durante sua participação no 5º Congresso Ibero-americano de Cultura na cidade de San José, Costa Rica.

Por Carla Santos, de São José da Costa Rica

Sobre o resultado do Congresso, Lula avalia que já há muito o que celebrar. “Este Congresso, que tem como tema as culturas vivas comunitárias, é resultado do 1º Congresso de Cultura Viva Comunitária, realizado na Bolívia, em 2013, e produzido por inúmeras organizações latino-americanas. Neste sentido, já é um elemento importante ter aqui um conjunto de ministros, autoridades e legisladores tendo que debater em sua agenda o tema da cultura viva comunitária.”

Se o Congresso de Cultura Viva Comunitária de La Paz conectou, sobretudo, os movimentos e redes do continente, o Congresso Ibero-americano da Costa Rica contribuiu para a integração e desenvolvimento do programa nos estados da Ibero-América. Foi o que os discursos oficiais, na abertura do Congresso, afirmaram.

“O documento aprovado pelo encontro do Conselho Latino-americano de Cultura Viva Comunitária servirá de contribuição à Conferência de ministros da cultura, que ocorre em agosto, e à Cúpula Ibero-americana, a se realizar em dezembro”, afirmou Rebeca Grynspan, Secretária Geral Ibero-americana, durante coletiva de imprensa, realizada no sábado (12/04).

Da prefeita de San José, Sandra García Pérez, passando pelo ministro da Cultura costa-riquenho, Manuel Obregón, e pela secretária geral da Segib (Secretaria Geral Ibero-americana), Rebeca Grynspan, até a presidenta da República da Costa Rica, Laura Chinchilla Miranda, todos, sem exceção, tomaram como valioso o processo que as culturas vivas comunitárias vêm produzindo em seu país e em toda América Latina.

Porém, mais do que um fórum intersetorial pela cultura viva comunitária, o Congresso da Costa Rica abriu uma conexão privilegiada de continuidade à articulação de redes iniciada em La Paz. “Esse é um espaço em que a Plataforma Puente se encontra. Aqui vamos lançar o 2º Congresso de Cultura Viva Comunitária, que acontecerá na Guatemala em 2015, onde poderemos seguir afirmando nossa existência e nosso horizonte na luta por melhores políticas públicas democráticas e participativas”, anima-se Lula.

Três componentes guiam o Programa de Cultura Viva Comunitária em Lima. Lula explica: “Um é fortalecer as capacidades técnicas, profissionais e a proximidade com as novas tecnologias de comunicação. Outro é ter orçamento, através do fundo municipal, disponível às organizações através de uma seleção de projetos de arte e comunidade. O terceiro é a sistematização dos processos e das organizações no país”.