Estudantes e Movimentos sociais do Peru contra o Acordo Transpacífico (TPP)

Estudantes e Movimentos sociais do Peru contra o Acordo Transpacífico (TPP)

25 DE FEVEREIRO DE 2016, LIMA – PERU – COM INFORMAÇÕES DE TOMATE COLECTIVO E GUERRILHA AUDIOVISUAL

A QUINTA MANIFESTAÇÃO CONTRA O TPP (ACORDO DE ASSOCIAÇÃO TRANSPACÍFICO), PARTIU DA PRAÇA SAN MARTÍN E FOI PARADA COM BOMBAS DE GÁS LACRIMOGÊNEO NA AVENIDA ALFONSO UGARTE, UMA DAS PRINCIPAIS DO CENTRO DE LIMA. DIANTE DO ATAQUE DE BOMBAS DA POLÍCIA, CERCA DE 3 MIL MANIFESTANTES SE DEFENDERAM E RESISTIRAM POR 30 MINUTOS PELAS RUAS DO CENTRO.

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A polícia utilizou a guarda montada para atacar manifestantes e em diversos vídeos é possível ver policiais disparando com armas de fogo contra a multidão. A imprensa independente foi atacada, com diversos fotógrafos agredidos. Alguns deles tiveram a câmera roubada pela polícia, que logo que repercutiu as denuncias em redes sociais, devolveu os equipamentos sem as fotos e videos que provavam os ataques. Ao todo 26 pessoas foram detidas e 2 dias depois liberadas pela polícia.

O jornalista independente Dyan Gonzales Saavedra relatou que foi cercado por um grupo de cerca de 8 a 10 policiais, que o jogaram no chão, o agrediram e roubaram sua câmera de trabalho. Ele ainda tentou perguntar aos comandantes da operação pela sua câmera, sem sucesso. (como mostra o video no link ao final da matéria).

A série de manifestações em Lima acontece contra a participação do Peru no TPP – Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica, e já alcançou 13 cidades do Peru. O acordo claramente defende interesses de industrias transnacionais e reúne Estados Unidos, México, Chile, Peru, Austrália, Brunei, Canadá, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Cingapura e Vietnã. Doze países que representam 40% da economia mundial.

Dentre outras aberrações o acordo permite que empresas possam entrar na justiça contra Estados caso seus interesses estejam sendo ameaçados por políticas públicas. Esse acordo vem sendo elaborado sigilosamente há 5 anos e representa um risco para os direitos sociais dos países signatários, em benefício de grupos empresariais transnacionais.

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Foto: Coletivo MaldeOjo

A repressão aos protestos aumenta em Peru, na mesma medida que os meios de comunicação corporativos se colocam em silêncio diante da revolta do povo. Diversos coletivos de mídia independente estão reportando os acontecimentos nas redes sociais.
Assista ao video feito com colaboração do coletivo Guerrilla Audiovisual