Filmes para não esquecer os 50 anos do Golpe: M

Filmes para não esquecer os 50 anos do Golpe: M

No dia 1º de abril, completam-se 50 anos do golpe militar no Brasil. Para marcar a data, o Diferente, Pero no Mucho  sugere uma série de filmes e documentários nacionais e estrangeiros que retratam este período que, por meio da Operação Condor, temos em comum com outros países da Nossa América.

Oito dias antes do aniversário do golpe no Brasil, em 1976, a vizinha Argentina vivia situação semelhante. Nesta segunda-feira (24), completou-se 38 anos do golpe que dizimou duas gerações no país. Até hoje, avós buscam pelos netos seqüestrados durante o período de terrorismo de Estado e filhos tentam entender, conhecer e mesmo descobrir seu passado e sua própria história.

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Para retratar um pouco este período, sugerimos o argentino M, de Nicolás Prividera (2007), um dos filmes da mostra “Silêncios históricos e pessoais”, que será realizada na Caixa Cultural, em São Paulo. M será exibido no dia 1º de abril às 18h30.

M

M é a narrativa de Nicolás Prividera que, perto de completar 36 anos, a mesma idade que tinha sua mãe quando foi sequestrada pela última ditadura militar argentina (1976-1983), inicia uma investigação para descobrir o que ocorreu com ela, Marta Sierra. Ao não encontrar mais informações sobre seu destino, o diretor começa a indagar sobre seu passado militante para revelar os porquês de seu desaparecimento.

Trata-se de um filme fortemente marcado pela necessidade de compreender intelectualmente a história pessoal e o passado recente da Argentina.

Para isso, o diretor leva os questionamentos do âmbito pessoal ao social. Na segunda sequência, isso é visualizado nas entrevistas que Magdalena Ruiz Guiñazú e uma jornalista estrangeira fazem ao realizador. Nelas, ante as perguntas pessoais, o cineasta evita o discurso afetivo, concentrando suas respostas no terrorismo de Estado e abordando os desaparecidos como problemas que dizem respeito a todo o corpo social.

Veja o filme de apresentação do filme:

Perto de completar 36 anos, a mesma idade que tinha sua mãe quando foi sequestrada pela última ditadura militar argentina (1976-1983), Nicolás Prividera inicia uma investigação para descobrir o que ocorreu com ela, Marta Sierra. Ao não encontrar maiores dados sobre seu destino, o diretor começa a indagar sobre seu passado militante para revelar os porquês de seu desaparecimento.

Silêncios históricos e pessoais

A mostra organizada pelos curadores Natália Barrenha e Pablo Piedras busca explorar o vasto território do documentário latino-americano do século 21 a partir de uma seleção de 17 obras provenientes de Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai e Uruguai. O evento será realizado de 26 de março a 6 de abril, na Caixa Cultural, em São Paulo.

Presença dos realizadores Cecilia Priego, Flavia Castro, Flavio Frederico, Herman Szwarcbart, Macarena Aguiló, Maria Clara Escobar, Mariana Pamplona e Viviana García Besné + conferência do pesquisador argentino Gonzalo Aguilar.
Confira a grade de programação, sinopses dos filmes, trailers e o catálogo completo aqui e acompanhe as novidades no Facebook.

Serviço
Data: de 26 de março a 06 de abril de 2014
Horário: de terça-feira a domingo, às 15h
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111
Informações (11) 3321 4400
Entrada: franca (os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência)
Capacidade: 50 lugares
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal.