Filmes para não esquecer os 50 anos do golpe

Filmes para não esquecer os 50 anos do golpe

No dia 1º de abril, completam-se 50 anos do golpe militar no Brasil.

Para marcar a data, o Diferente, Pero no Mucho sugere uma série de filmes e documentários nacionais e estrangeiros que retratam este período que, por meio da Operação Condor, temos em comum com outros países da Nossa América.

Para iniciar a série, recomendamos Diário de uma Busca, um dos documentários brasileiros, parte da mostra “Silêncios históricos e pessoais” que explora o vasto território do documentário latino-americano do século 21 a partir de uma seleção de 17 obras provenientes de Argentina, Brasil, Chile, México, Paraguai e Uruguai. A mostra vai de 26 de março a 6 de abril, na Caixa Cultural, em São Paulo.

Diário de uma Busca destrincha a história política brasileira dos anos 1960 e 1970 mediante uma complexa articulação com a memória pessoal da realizadora. Seu pai, Celso Castro, foi um jornalista e ativista político comprometido com os movimentos revolucionários da época, encontrado morto em circunstâncias não esclarecidas em 1984. A diretora refaz, junto a seu irmão (e, parcialmente, a sua mãe) a trajetória de deslocamentos que marcou sua vida familiar, estreitamente ligada aos vaivéns da política latino-americana do período. A partir da movimentação espacial, reconstrói o mundo de ideias e de afetos no qual seu pai estava inscrito e coloca em tensão os diversos registros sobre o passado (sua própria memória, as cartas do pai, as lembranças da família e dos amigos) em uma narrativa que repõe, cinematograficamente, os paradoxos da rememoração.

Outubro, 1984. Celso Castro, jornalista com uma longa história de militância de esquerda, é encontrado morto no apartamento de um ex-oficial nazista, onde entrara à força. A polícia sustenta tratar-se de um suicídio. O episódio é o ponto de partida de Flavia, filha de Celso, que decide reconstruir a história da vida e da morte de seu pai. Viagem no tempo e na geografia através de cartas, lembranças, exílios e testemunhos, marcados pela história do país e pelo fracasso de um projeto político.

Veja o vídeo de apresentação:

Sobre a mostra:

Esta mostra constitui-se, assim, em uma oportunidade valiosa para assistir conjuntamente a filmes que marcaram os caminhos mais provocativos do cinema da região na última década, e entre os quais se vislumbram confluências tão evidentes como inesperadas: os diálogos, conflitos ou tour de force entre filhas e pais (Diário de uma Busca, Espeto de Pau, Família Típica, Os Dias com Ele, Os Loiros, Papai Iván); as travessias históricas e familiares (Fotografias, O Eco das Canções, O Prédio dos Chilenos, Segredos de Luta, Um Pogrom em Buenos Aires); as pesquisas pessoais, políticas e cinematográficas (A Garota do Sul, Em Busca de Iara, M, Perdida); e as reflexões de cineastas e militantes políticos (Diga a Mario que Não Volte, Rua Santa Fe).

Presença dos realizadores Cecilia Priego, Flavia Castro, Flavio Frederico, Herman Szwarcbart, Macarena Aguiló, Maria Clara Escobar, Mariana Pamplona e Viviana García Besné + conferência do pesquisador argentino Gonzalo Aguilar.

Confira a grade de programação, sinopses dos filmes, trailers e o catálogo completo aqui e acompanhe as novidades no Facebook.

Serviço:
Data: de 26 de março a 06 de abril de 2014
Horário: de terça-feira a domingo, às 15h
Local: CAIXA Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111
Informações (11) 3321 4400
Entrada: franca (os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência)
Capacidade: 50 lugares
Acesso para pessoas com necessidades especiais
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

*Com informações da curadoria da mostra.