Plano Estratégico Venezuelano

A jornalista e advogada venezuelana-americana, Eva Golinger, que estuda a ingerência dos Estados Unidos em governos democráticos, denunciou, em novembro de 2013, a existência de um “Plano Estratégico Venezuelano”, preparado pela Fundação Internacionalismo Democrático, do ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe Vélez, junto com a Fundação Centro de Pensamiento Primero Colombia e a empresa estadunidense de consultores FTI Consulting.

Segundo a jornalista, o documento foi criado em 13 de junho de 2013, durante uma reunião entre representantes dessas três organizações, dirigentes da oposição venezuelana, como María Corina Machado, da Súmate, Julio Borges e Ramón Guillermo Avelado, o especialista em guerra psicológica, J.J. Rendón e o encarregado da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (Usaid) para a América Latina, Mark Feierstein.

O plano inicial era desestabilizar a Venezuela no marco das eleições municipais de 8 de dezembro de 2013, como anunciam no texto: “Os objetivos propostos no presente plano se emarcam essencialmente rumo às [eleições] municipais, previstas para o 8 de dezembro, ao mesmo tempo em que inclui o desgaste acelerado paulatino da gestão do governo, facilitando o triunfo supremo da oposição nesse evento”. E agregam: “porém, se for antes, muito melhor”.

O documento também detalha a estratégia para sabotar o sistema elétrico na Venezuela, com o objetivo de responsabilizar o governo pelas debilidades da infraestrutura do país e, dessa maneira, projetar uma imagem de crise da Venezuela em âmbito internacional. Como parte do plano, os autores propõem “manter e incrementar as sabotagens que afetem serviços à população, particularmente ao sistema elétrico, que permitam culpar o governo pelas supostas ineficiências e negligências”.

Na secção intitulada “Acciones”, os autores do documento detalham seus próximos passos para desestabilizar ao governo venezuelano. Além de “aperfeiçoar o discurso de confronto e denunciante de Enrique Capriles”, o candidato presidencial derrotado por Maduro, falam de “gerar emoção com mensagens curtas; porém, que cheguem a maior quantidade de pessoas, onde retomem o desabastecimento de produtos da cesta básica”.

Como parte ainda deste complô contra a Venezuela, os autores propõem “criar situações de crise nas ruas, que facilitem a intervenção estadunidense e das forças da Otan, com o apoio do governo da Colômbia. Quando for possível, a violência deve provocar mortos e feridos”.

Vídeo com a denúncia, feita por Eva Golinger:

Veja o documento:

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Plano Estratégico Venezuelano

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Fonte: RT via Portal Vermelho em: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=228819